glossário
Glossário do centro cirúrgico
Os termos que aparecem na gestão do centro cirúrgico, com a definição usada nos guias do frank.
A
- Antibioticoprofilaxia cirúrgica
- Uso de antibiótico antes da incisão para prevenir infecção do sítio cirúrgico. O momento da dose e a redose em cirurgias longas seguem o protocolo do hospital.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão - Atraso da primeira cirurgia(pontualidade da primeira cirurgia)
- Diferença entre o horário programado e o horário real de início da primeira cirurgia do dia em cada sala. O atraso tende a se propagar para as cirurgias seguintes.
Guia: Atraso da primeira cirurgia do dia: causas e como medir - Aviso cirúrgico(pedido de cirurgia)
- Solicitação de agendamento de uma cirurgia, feita pela equipe do cirurgião. Informa paciente, procedimento, equipe, materiais e autorizações necessárias.
Guia: Mapa cirúrgico: como organizar a programação cirúrgica
C
- Centro cirúrgico(CC, bloco cirúrgico)
- Unidade do hospital onde se realizam os procedimentos cirúrgicos. Reúne as salas de operação, as áreas de apoio e, em geral, a sala de recuperação pós-anestésica.
Guia: Gestão do centro cirúrgico: processos, indicadores e tecnologia - Centro de material e esterilização(CME)
- Unidade que recebe, limpa, prepara, esteriliza, guarda e distribui os produtos para saúde, como o instrumental cirúrgico. No Brasil, segue a RDC nº 15/2012 da Anvisa.
Guia: Rastreabilidade no CME: do lote de esterilização ao paciente - Checklist de Cirurgia Segura(Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica)
- Instrumento da Organização Mundial da Saúde (OMS) aplicado em três momentos da cirurgia: antes da indução anestésica (Sign in), antes da incisão (Time-out) e antes de o paciente sair da sala (Sign out).
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão - Checklist pré-operatório
- Conferência do preparo do paciente antes de seguir para o centro cirúrgico, como identificação, jejum, termos assinados, exames, alergias e retirada de adornos.
Guia: Gestão de leitos do paciente cirúrgico: da enfermaria à recuperação - Cirurgia de urgência(cirurgia de emergência)
- Cirurgia que não pode esperar a programação habitual por risco ao paciente. Entra no mapa como encaixe ou ocupa uma sala reservada para urgências.
- Cirurgia eletiva
- Cirurgia programada com antecedência, sem caráter de urgência, o que permite planejar a data, a sala, a equipe e o preparo do paciente.
E
- Encaixe
- Cirurgia acrescentada à programação depois do fechamento do mapa, em geral por urgência ou por um horário que ficou livre.
Guia: Mapa cirúrgico: como organizar a programação cirúrgica - Escala de Aldrete e Kroulik(índice de Aldrete)
- Escala usada na recuperação pós-anestésica para avaliar atividade, respiração, circulação, consciência e saturação de oxigênio. A soma orienta a alta da recuperação.
Guia: Gestão de leitos do paciente cirúrgico: da enfermaria à recuperação - Escala do centro cirúrgico
- Distribuição dos profissionais por sala e por turno, como circulantes, instrumentadores, anestesistas e enfermeiros, incluindo faltas e substituições.
Guia: Gestão do centro cirúrgico: processos, indicadores e tecnologia - Escore de Caprini
- Modelo que soma fatores de risco do paciente cirúrgico para estimar o risco de tromboembolismo venoso e orientar a profilaxia.
Guia: Gestão de leitos do paciente cirúrgico: da enfermaria à recuperação
G
- Giro de sala(turnover, tempo de troca)
- Intervalo entre a saída de um paciente e a entrada do próximo na mesma sala. Inclui a limpeza e o preparo da sala para a cirurgia seguinte.
Guia: Giro de sala cirúrgica: o que é, como medir e como reduzir
I
- Indicador biológico
- Teste com microrganismos resistentes que comprova se o ciclo de esterilização foi eficaz. A RDC nº 15/2012 define a frequência de uso.
Guia: Rastreabilidade no CME: do lote de esterilização ao paciente
L
- Lateralidade
- Indicação do lado do corpo em que será feito o procedimento, como direito ou esquerdo. É conferida em várias etapas para prevenir cirurgia no local errado.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão - Lote de esterilização
- Conjunto de produtos processados no mesmo ciclo do esterilizador. O número do lote vai no rótulo de cada embalagem e permite a rastreabilidade.
Guia: Rastreabilidade no CME: do lote de esterilização ao paciente
M
- Mapa cirúrgico(escala cirúrgica)
- Distribuição das cirurgias de um período pelas salas e pelos horários, com paciente, procedimento, equipe, duração prevista e recursos de cada cirurgia.
Guia: Mapa cirúrgico: como organizar a programação cirúrgica - Marcos da sala(tempos cirúrgicos)
- Horários registrados durante o uso da sala: entrada do paciente, início da anestesia, incisão, fim da cirurgia, saída do paciente e sala pronta.
Guia: Indicadores do centro cirúrgico: quais acompanhar e como calcular
N
- Núcleo de Segurança do Paciente(NSP)
- Instância do serviço de saúde que promove e apoia as ações de segurança do paciente, instituída pela RDC nº 36/2013 da Anvisa.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão
O
- OPME(órteses, próteses e materiais especiais)
- Órteses, próteses e materiais especiais usados em cirurgias, como implantes e materiais de síntese. Costumam exigir autorização e confirmação do fornecedor antes da cirurgia.
P
- Previsto contra realizado
- Comparação entre a programação cirúrgica e o que aconteceu: sala, horário, duração e equipe de cada cirurgia.
Guia: Indicadores do centro cirúrgico: quais acompanhar e como calcular - Programação cirúrgica
- Processo de planejar as cirurgias de um período: receber os avisos, conferir as pendências, distribuir salas e horários e comunicar o resultado aos setores.
Guia: Mapa cirúrgico: como organizar a programação cirúrgica - Prontuário eletrônico do paciente(PEP)
- Registro digital da história clínica e da assistência prestada ao paciente, com guarda definida pela Lei nº 13.787/2018.
Guia: Sistema do centro cirúrgico e prontuário eletrônico: qual a diferença
R
- Rastreabilidade
- Capacidade de traçar o histórico do processamento de um produto para saúde e da sua utilização, por meio de informações registradas (RDC nº 15/2012).
Guia: Rastreabilidade no CME: do lote de esterilização ao paciente - Recuperação pós-anestésica(SRPA, RPA)
- Área onde o paciente é observado depois da anestesia até ter condições de seguir para a unidade de destino, como enfermaria ou terapia intensiva.
Guia: Gestão de leitos do paciente cirúrgico: da enfermaria à recuperação - Reunião de programação(bate-mapa)
- Reunião da véspera em que coordenação, anestesia, CME e enfermaria revisam o mapa do dia seguinte e resolvem as pendências antes do fechamento.
Guia: Mapa cirúrgico: como organizar a programação cirúrgica
S
- Sign in(Entrada)
- Primeira etapa do checklist de Cirurgia Segura, antes da indução anestésica. Confirma identidade, procedimento, local, consentimento, alergias e a verificação da anestesia.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão - Sign out(Saída)
- Última etapa do checklist de Cirurgia Segura, antes de o paciente sair da sala. Confirma o procedimento realizado, a contagem de instrumentais e compressas, a identificação das amostras e os cuidados da recuperação.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão - Sistema de gestão do centro cirúrgico
- Software que organiza a operação do centro cirúrgico: programação, situação das salas em tempo real, materiais, equipes e indicadores. Funciona ao lado do prontuário eletrônico.
Guia: Como escolher um sistema de gestão do centro cirúrgico - Suspensão de cirurgia(cancelamento de cirurgia)
- Cirurgia programada que não acontece na data prevista. A taxa de suspensão é o número de suspensas dividido pelo de programadas, vezes 100.
Guia: Suspensão de cirurgias: causas mais comuns e como reduzir
T
- Taxa de ocupação de sala cirúrgica(taxa de utilização de sala)
- Tempo com paciente em sala dividido pelo tempo disponível, vezes 100. Alguns hospitais somam o tempo de giro ao numerador; a definição precisa ser declarada.
Guia: Taxa de ocupação de sala cirúrgica: como calcular e interpretar - Tempo cirúrgico
- Intervalo entre a incisão e o fim do procedimento.
Guia: Indicadores do centro cirúrgico: quais acompanhar e como calcular - Tempo de sala
- Intervalo entre a entrada e a saída do paciente da sala cirúrgica.
Guia: Indicadores do centro cirúrgico: quais acompanhar e como calcular - Tempo de sala ociosa
- Tempo em que a sala está disponível, mas sem paciente e sem giro em andamento. É o tempo que poderia ser usado para outra cirurgia.
Guia: Taxa de ocupação de sala cirúrgica: como calcular e interpretar - Tempos por etapa(subtempos)
- Durações entre dois marcos da sala, como o tempo de anestesia, o tempo cirúrgico e o tempo de limpeza. Mostram em qual etapa o tempo se perde.
Guia: Giro de sala cirúrgica: o que é, como medir e como reduzir - Time-out(Pausa cirúrgica)
- Pausa antes da incisão em que a equipe confirma em voz alta paciente, procedimento e local, além dos eventos críticos previstos e da profilaxia antibiótica.
Guia: Checklist de Cirurgia Segura da OMS: como aplicar e medir a adesão