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fundamentos

Gestão do centro cirúrgico: processos, indicadores e tecnologia

Resposta direta

A gestão do centro cirúrgico coordena tudo o que precisa acontecer para cada cirurgia começar no horário, com segurança: a programação, as salas, o material do CME, os leitos, as equipes e os registros. Ela se mede por indicadores como ocupação das salas, giro de sala, pontualidade da primeira cirurgia, suspensões e adesão ao protocolo de Cirurgia Segura.

Atualizado em · Equipe frank · 4 min de leitura

O que é a gestão do centro cirúrgico?

O centro cirúrgico é a unidade onde se realizam os procedimentos cirúrgicos. No Brasil, o projeto físico dos estabelecimentos de saúde, incluindo essa unidade, segue a RDC nº 50/2002 da Anvisa.[1]

A gestão do centro cirúrgico coordena pessoas, salas, materiais e informações. O objetivo é que cada cirurgia aconteça no horário, com segurança e com bom uso dos recursos.

O volume justifica a atenção. Segundo o governo federal, o SUS realizou 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025.[2]

Quais processos compõem a gestão do centro cirúrgico?

Os processos e o que cada um precisa entregar
ProcessoO que entregaGuia
Programação cirúrgicaMapa do dia com as pendências resolvidas na vésperaMapa cirúrgico
Operação das salasCirurgias no horário e giro de sala curtoGiro de sala
Segurança do pacienteProtocolo de Cirurgia Segura aplicado em cada procedimentoChecklist de Cirurgia Segura
CME e materiaisCaixas esterilizadas, rastreáveis e no lugar certoRastreabilidade no CME
LeitosPaciente preparado antes e leito de destino depoisGestão de leitos
EquipesCada sala com a equipe completa em cada turnoGlossário: escala
IndicadoresNúmeros confiáveis para decidirIndicadores

Onde o centro cirúrgico perde tempo e recurso?

O Boletim de Indicadores Planisa, divulgado em 2026, apontou ociosidade média de 61% nos centros cirúrgicos da sua base. A média foi de 2,6 procedimentos por sala por dia em 2019 e em 2025.[3]

  • Atraso da primeira cirurgia, que se propaga para o resto do dia.
  • Giro de sala longo entre uma cirurgia e outra.
  • Suspensões por pendências que poderiam ter sido resolvidas na véspera.
  • Espera por leito na recuperação, que segura a saída das salas.
  • Material indisponível no horário da cirurgia.
  • Informação desencontrada entre setores, resolvida por telefone.

Como a segurança do paciente entra na gestão?

A RDC nº 36/2013 exige que o Núcleo de Segurança do Paciente implante os protocolos e monitore os seus indicadores. A segurança cirúrgica é um dos temas obrigatórios do plano de segurança do paciente.[4]

Entre 2014 e 2022, o sistema de notificação da Anvisa recebeu 101 notificações de cirurgia no lado errado e 79 em local errado. São notificações, e não a incidência real.[5]

Na mesma série, foram notificados 503 casos de corpo estranho retido após a cirurgia. A contagem de instrumentais e compressas é um dos itens da Saída do checklist de Cirurgia Segura.[5]

Quais indicadores acompanhar?

Comece por poucos indicadores, com definição escrita e fonte confiável. O guia de indicadores do centro cirúrgico traz as fórmulas.

Qual o papel da tecnologia?

A tecnologia ajuda quando o registro acontece no momento e no lugar em que o trabalho é feito. Horário digitado depois vira estimativa, e o indicador perde a confiança da equipe.

Um sistema de gestão do centro cirúrgico mostra a situação de cada sala em tempo real e calcula os indicadores a partir do registro. Ele funciona ao lado do prontuário eletrônico, que guarda o registro clínico.

Para comparar opções, veja como escolher um sistema de gestão do centro cirúrgico.

Como o frank apoia a gestão do centro cirúrgico

O frank conecta a programação cirúrgica, as salas, o CME, os leitos e as equipes na mesma base de dados, em tempo real. Cada área registra a própria parte do trabalho, e os indicadores saem desses registros.

A implementação começa por um diagnóstico da operação do hospital e é acompanhada pela nossa equipe até a operação assistida.

Perguntas frequentes

Quem é responsável pela gestão do centro cirúrgico?

Em geral, a gerência ou coordenação do centro cirúrgico, com a coordenação de enfermagem e a direção médica. A programação, o CME e a gestão de leitos participam das decisões do dia a dia.

Qual o primeiro passo para melhorar a gestão do centro cirúrgico?

Medir. Registre os horários das etapas de cada sala e as causas de atraso e suspensão por algumas semanas. Os números mostram onde está a maior perda.

Quantas cirurgias por sala por dia é um bom número?

Depende do porte das cirurgias e do horário de funcionamento. O Boletim de Indicadores Planisa apontou média de 2,6 procedimentos por sala por dia em 2025 na sua base de hospitais.

Fontes

  1. Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002: regulamento técnico para projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2002.
  2. Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre. Agência Brasil, 2026.
  3. Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos cirúrgicos mensais (Boletim de Indicadores Planisa). Monitor Mercantil, 2026.
  4. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013: ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2013.
  5. Boletim Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde nº 29: Incidentes Relacionados à Assistência à Saúde, 2014 a 2022. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2023.