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tecnologia

Como escolher um sistema de gestão do centro cirúrgico

Resposta direta

Avalie um sistema de gestão do centro cirúrgico pelo que ele muda na rotina. Confira se o registro é feito dentro da sala, em tempo real, e se a jornada do paciente está coberta do planejamento à alta. Veja se o protocolo de Cirurgia Segura está dentro do fluxo e se os indicadores saem do registro. Por fim, avalie a integração com o prontuário, a implementação assistida e o controle de acesso por perfil.

Atualizado em · Equipe frank · 5 min de leitura

Por onde começar a avaliação?

Comece pelo cenário atual, e não pela lista de funções. Antes de ver demonstrações, registre três números do seu centro cirúrgico.

Se o hospital não consegue obter esses números com facilidade, esse já é o primeiro requisito: o sistema precisa gerá-los a partir da rotina.

Quais critérios avaliar?

Critérios de avaliação e o que perguntar na demonstração
CritérioO que perguntarPor que importa
Registro na origemAs etapas da sala são registradas dentro da sala, no momento em que acontecem?Horário digitado depois vira estimativa, e o indicador perde a confiança da equipe.
Cobertura da jornadaO sistema acompanha planejamento, enfermaria, sala, CME e recuperação?Atrasos nascem fora da sala: preparo, leito, material e transporte.
Cirurgia Segura no fluxoO checklist da OMS faz parte do registro da sala, com horário e responsável?Checklist em papel separado do fluxo tende a ser preenchido depois.
IndicadoresComo cada indicador é calculado, e as metas são do hospital?Fórmula explícita permite comparar períodos e auditar o número.
ConfiguraçãoEtapas da sala, protocolos e metas podem ser ajustados sem desenvolvimento?Cada hospital tem rotina própria, e ela muda com o tempo.
IntegraçãoComo o sistema reconhece o paciente do prontuário e evita digitação dupla?Dado digitado duas vezes diverge.
ImplementaçãoHá diagnóstico da operação, capacitação por perfil e acompanhamento após o início?O sistema muda a rotina das equipes, e a mudança precisa de apoio.
Segurança da informaçãoHá controle de acesso por perfil, isolamento dos dados por instituição e histórico de alterações?Correções precisam deixar rastro, e cada pessoa vê só o que a função exige.

Como avaliar o apoio à segurança do paciente?

A RDC nº 36/2013 da Anvisa instituiu ações para a segurança do paciente nos serviços de saúde, incluindo os núcleos de segurança do paciente. A cirurgia segura é um dos protocolos de referência.[1]

Na demonstração, peça para ver o checklist de Cirurgia Segura acontecendo na tela da sala. Confira se a adesão aparece nos relatórios sem trabalho manual.[3]

No CME, pergunte se o sistema liga o lote de esterilização ao paciente. A RDC nº 15/2012 exige registros que permitam a rastreabilidade do processamento.[2]

Como conduzir a demonstração?

  1. Leve um dia realEscolha um dia típico do seu centro cirúrgico, com atrasos e trocas, e peça para ver como o sistema o representaria.
  2. Veja cada perfilPeça a tela da sala, a da coordenação, a da enfermaria, a do CME e a da TV do corredor.
  3. Teste uma correçãoRegistre uma etapa no horário errado e veja como a correção é feita e registrada.
  4. Peça o indicador prontoVeja o relatório de um período e a fórmula de cada número.
  5. Use sozinhoPeça um acesso de demonstração para a equipe usar sem o fornecedor ao lado.

O que esperar da implementação?

Um sistema de gestão do centro cirúrgico muda a rotina de várias equipes ao mesmo tempo. Por isso, a implementação pesa tanto quanto o software.

Pergunte quem conduz o mapeamento inicial e como é a capacitação nos turnos da noite e do fim de semana. Pergunte também quem acompanha os indicadores depois do início.

Como o frank atende a esses critérios

O frank registra as etapas dentro da sala, no tablet. Ele acompanha a jornada do paciente do planejamento à alta, com o CME, os leitos e as equipes na mesma programação.

O protocolo de Cirurgia Segura acontece dentro do registro da sala. Os indicadores saem desses registros, com as metas definidas pelo hospital.

A implementação é assistida, em cinco etapas, e todo diagnóstico agendado inclui um acesso gratuito à conta de demonstração.

Perguntas frequentes

Qual o melhor sistema de gestão do centro cirúrgico?

O melhor é o que resolve os pontos de perda do seu centro cirúrgico. Compare as opções pelos mesmos critérios: registro na sala, cobertura da jornada, Cirurgia Segura, indicadores, integração e implementação.

Quanto custa um sistema de gestão do centro cirúrgico?

O preço varia com o número de salas, as áreas incluídas, as integrações e o modelo de implementação. Peça a proposta a partir de um diagnóstico, para comparar escopos equivalentes.

Quanto tempo leva para implementar?

Depende do escopo e das integrações. Peça um cronograma por etapa, com o início do uso por área e os critérios de conclusão de cada fase.

O sistema precisa substituir o prontuário eletrônico?

Não. A gestão do centro cirúrgico pode funcionar integrada ao prontuário que o hospital já usa. Veja a diferença entre os dois sistemas.

Fontes

  1. Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013: ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2013.
  2. Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012: boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2012.
  3. WHO guidelines for safe surgery 2009: safe surgery saves lives. Organização Mundial da Saúde (OMS), 2009.