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Como escolher um sistema de gestão do centro cirúrgico
Resposta direta
Avalie um sistema de gestão do centro cirúrgico pelo que ele muda na rotina. Confira se o registro é feito dentro da sala, em tempo real, e se a jornada do paciente está coberta do planejamento à alta. Veja se o protocolo de Cirurgia Segura está dentro do fluxo e se os indicadores saem do registro. Por fim, avalie a integração com o prontuário, a implementação assistida e o controle de acesso por perfil.
Por onde começar a avaliação?
Comece pelo cenário atual, e não pela lista de funções. Antes de ver demonstrações, registre três números do seu centro cirúrgico.
- A taxa de ocupação das salas no último mês.
- O percentual de primeiras cirurgias do dia que começam no horário.
- A taxa de suspensão de cirurgias e as causas mais frequentes.
Se o hospital não consegue obter esses números com facilidade, esse já é o primeiro requisito: o sistema precisa gerá-los a partir da rotina.
Quais critérios avaliar?
| Critério | O que perguntar | Por que importa |
|---|---|---|
| Registro na origem | As etapas da sala são registradas dentro da sala, no momento em que acontecem? | Horário digitado depois vira estimativa, e o indicador perde a confiança da equipe. |
| Cobertura da jornada | O sistema acompanha planejamento, enfermaria, sala, CME e recuperação? | Atrasos nascem fora da sala: preparo, leito, material e transporte. |
| Cirurgia Segura no fluxo | O checklist da OMS faz parte do registro da sala, com horário e responsável? | Checklist em papel separado do fluxo tende a ser preenchido depois. |
| Indicadores | Como cada indicador é calculado, e as metas são do hospital? | Fórmula explícita permite comparar períodos e auditar o número. |
| Configuração | Etapas da sala, protocolos e metas podem ser ajustados sem desenvolvimento? | Cada hospital tem rotina própria, e ela muda com o tempo. |
| Integração | Como o sistema reconhece o paciente do prontuário e evita digitação dupla? | Dado digitado duas vezes diverge. |
| Implementação | Há diagnóstico da operação, capacitação por perfil e acompanhamento após o início? | O sistema muda a rotina das equipes, e a mudança precisa de apoio. |
| Segurança da informação | Há controle de acesso por perfil, isolamento dos dados por instituição e histórico de alterações? | Correções precisam deixar rastro, e cada pessoa vê só o que a função exige. |
Como avaliar o apoio à segurança do paciente?
A RDC nº 36/2013 da Anvisa instituiu ações para a segurança do paciente nos serviços de saúde, incluindo os núcleos de segurança do paciente. A cirurgia segura é um dos protocolos de referência.[1]
Na demonstração, peça para ver o checklist de Cirurgia Segura acontecendo na tela da sala. Confira se a adesão aparece nos relatórios sem trabalho manual.[3]
No CME, pergunte se o sistema liga o lote de esterilização ao paciente. A RDC nº 15/2012 exige registros que permitam a rastreabilidade do processamento.[2]
Como conduzir a demonstração?
- Leve um dia realEscolha um dia típico do seu centro cirúrgico, com atrasos e trocas, e peça para ver como o sistema o representaria.
- Veja cada perfilPeça a tela da sala, a da coordenação, a da enfermaria, a do CME e a da TV do corredor.
- Teste uma correçãoRegistre uma etapa no horário errado e veja como a correção é feita e registrada.
- Peça o indicador prontoVeja o relatório de um período e a fórmula de cada número.
- Use sozinhoPeça um acesso de demonstração para a equipe usar sem o fornecedor ao lado.
O que esperar da implementação?
Um sistema de gestão do centro cirúrgico muda a rotina de várias equipes ao mesmo tempo. Por isso, a implementação pesa tanto quanto o software.
Pergunte quem conduz o mapeamento inicial e como é a capacitação nos turnos da noite e do fim de semana. Pergunte também quem acompanha os indicadores depois do início.
Como o frank atende a esses critérios
O frank registra as etapas dentro da sala, no tablet. Ele acompanha a jornada do paciente do planejamento à alta, com o CME, os leitos e as equipes na mesma programação.
O protocolo de Cirurgia Segura acontece dentro do registro da sala. Os indicadores saem desses registros, com as metas definidas pelo hospital.
A implementação é assistida, em cinco etapas, e todo diagnóstico agendado inclui um acesso gratuito à conta de demonstração.
Perguntas frequentes
Qual o melhor sistema de gestão do centro cirúrgico?
O melhor é o que resolve os pontos de perda do seu centro cirúrgico. Compare as opções pelos mesmos critérios: registro na sala, cobertura da jornada, Cirurgia Segura, indicadores, integração e implementação.
Quanto custa um sistema de gestão do centro cirúrgico?
O preço varia com o número de salas, as áreas incluídas, as integrações e o modelo de implementação. Peça a proposta a partir de um diagnóstico, para comparar escopos equivalentes.
Quanto tempo leva para implementar?
Depende do escopo e das integrações. Peça um cronograma por etapa, com o início do uso por área e os critérios de conclusão de cada fase.
O sistema precisa substituir o prontuário eletrônico?
Não. A gestão do centro cirúrgico pode funcionar integrada ao prontuário que o hospital já usa. Veja a diferença entre os dois sistemas.
Fontes
- Resolução RDC nº 36, de 25 de julho de 2013: ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2013.
- Resolução RDC nº 15, de 15 de março de 2012: boas práticas para o processamento de produtos para saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 2012.
- WHO guidelines for safe surgery 2009: safe surgery saves lives. Organização Mundial da Saúde (OMS), 2009.