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Taxa de ocupação de sala cirúrgica: como calcular e interpretar
Resposta direta
A taxa de ocupação de sala cirúrgica é o tempo com paciente em sala dividido pelo tempo disponível das salas, multiplicado por 100. Alguns hospitais somam o tempo de giro ao numerador, e por isso a definição precisa ser declarada. Ocupação baixa indica tempo de sala que não vira assistência; ocupação no limite deixa pouca margem para urgências.
Qual é a fórmula da taxa de ocupação?
ocupação (%) = soma dos tempos de sala no período ÷ horas disponíveis das salas no período × 100
O tempo de sala vai da entrada à saída do paciente. As horas disponíveis são o número de salas multiplicado pelas horas de funcionamento e pelos dias do período.
ocupação com giro (%) = soma de (tempo de sala + giro) ÷ horas disponíveis × 100
Essa leitura considera que a sala também está em uso durante a limpeza e a montagem para a próxima cirurgia.
Como fica a conta num exemplo?
Exemplo ilustrativo: 6 salas abertas 12 horas por dia, durante 22 dias, somam 1.584 horas disponíveis. Se foram realizadas 450 cirurgias com tempo médio de sala de 105 minutos, o uso foi de 787,5 horas.
A ocupação, nesse exemplo ilustrativo, é de 787,5 ÷ 1.584 × 100, ou seja, 49,7%. Somando um giro médio de 30 minutos por cirurgia, a ocupação com giro sobe para 63,9%.
A calculadora de taxa de ocupação faz essa conta com os números do seu hospital.
Qual é a ocupação dos centros cirúrgicos no Brasil?
No banco de dados da Planisa, com mais de 30 hospitais, a ocupação média dos centros cirúrgicos era de 38%, segundo matéria publicada em 2019.[2]
Em 2026, o Boletim de Indicadores Planisa apontou ociosidade média de 61% nos centros cirúrgicos da sua base, com 2,6 procedimentos por sala por dia.[3]
Os levantamentos não detalham a definição usada no cálculo. Compare o seu número com a sua própria série histórica, sempre com a mesma fórmula.
Qual é a taxa de ocupação ideal?
Não existe um número único. A meta depende do perfil cirúrgico, da proporção de urgências, das salas reservadas e do horário de funcionamento.
Ocupação baixa mostra tempo disponível sem assistência. Ocupação no limite parece eficiente, mas deixa sem margem as cirurgias que passam da duração prevista, e elas empurram o resto do dia.
Como referência externa, o NHS England, no Reino Unido, tem como meta que todos os hospitais superem 85% de utilização das salas. A conta considera só o tempo dentro da sessão planejada.[1]
Uma forma prática é definir a meta por sala ou por especialidade, a partir da série histórica e da demanda reprimida do hospital.
Como aumentar a taxa de ocupação?
- Reduza o atraso da primeira cirurgia, que tira tempo útil logo no início do dia.
- Encurte o giro de sala entre uma cirurgia e outra.
- Diminua as suspensões com conferência na véspera.
- Libere com antecedência os horários reservados que não serão usados, para outras equipes.
- Ajuste a duração prevista com base no realizado, por cirurgião e por procedimento.
Como o frank mede a ocupação
No frank, a ocupação sai dos registros de entrada e saída do paciente feitos na sala, e não de horários digitados depois.
O relatório divide o tempo disponível de cada sala em tempo com paciente, giro, atraso e tempo ocioso. A utilização é comparada às metas do hospital.
Perguntas frequentes
Como calcular a taxa de ocupação de sala cirúrgica?
Some os tempos de sala do período, da entrada à saída do paciente. Divida pelas horas disponíveis das salas e multiplique por 100.
O tempo de giro entra na taxa de ocupação?
Depende da definição do hospital. Há quem conte só o tempo com paciente em sala e quem some o giro. O importante é declarar a escolha e mantê-la.
Qual a diferença entre ocupação e ociosidade?
A ociosidade é o complemento da ocupação. Num exemplo ilustrativo, ocupação com giro de 64% significa salas sem paciente e sem giro em 36% do tempo disponível.
Fontes
- Theatre Productivity Programme, módulo 4: patient preparation and effective theatre flow. Getting It Right First Time (GIRFT) e NHS England, 2024.
- Centros cirúrgicos utilizam em média 38% de sua capacidade operacional (dados da Planisa). Saúde Business, 2019.
- Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos cirúrgicos mensais (Boletim de Indicadores Planisa). Monitor Mercantil, 2026.