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Taxa de ocupação de sala cirúrgica: como calcular e interpretar

Resposta direta

A taxa de ocupação de sala cirúrgica é o tempo com paciente em sala dividido pelo tempo disponível das salas, multiplicado por 100. Alguns hospitais somam o tempo de giro ao numerador, e por isso a definição precisa ser declarada. Ocupação baixa indica tempo de sala que não vira assistência; ocupação no limite deixa pouca margem para urgências.

Atualizado em · Equipe frank · 4 min de leitura

Qual é a fórmula da taxa de ocupação?

Taxa de ocupação de sala cirúrgica

ocupação (%) = soma dos tempos de sala no período ÷ horas disponíveis das salas no período × 100

O tempo de sala vai da entrada à saída do paciente. As horas disponíveis são o número de salas multiplicado pelas horas de funcionamento e pelos dias do período.

Taxa de ocupação incluindo o giro

ocupação com giro (%) = soma de (tempo de sala + giro) ÷ horas disponíveis × 100

Essa leitura considera que a sala também está em uso durante a limpeza e a montagem para a próxima cirurgia.

Como fica a conta num exemplo?

Exemplo ilustrativo: 6 salas abertas 12 horas por dia, durante 22 dias, somam 1.584 horas disponíveis. Se foram realizadas 450 cirurgias com tempo médio de sala de 105 minutos, o uso foi de 787,5 horas.

A ocupação, nesse exemplo ilustrativo, é de 787,5 ÷ 1.584 × 100, ou seja, 49,7%. Somando um giro médio de 30 minutos por cirurgia, a ocupação com giro sobe para 63,9%.

A calculadora de taxa de ocupação faz essa conta com os números do seu hospital.

Qual é a ocupação dos centros cirúrgicos no Brasil?

No banco de dados da Planisa, com mais de 30 hospitais, a ocupação média dos centros cirúrgicos era de 38%, segundo matéria publicada em 2019.[2]

Em 2026, o Boletim de Indicadores Planisa apontou ociosidade média de 61% nos centros cirúrgicos da sua base, com 2,6 procedimentos por sala por dia.[3]

Os levantamentos não detalham a definição usada no cálculo. Compare o seu número com a sua própria série histórica, sempre com a mesma fórmula.

Qual é a taxa de ocupação ideal?

Não existe um número único. A meta depende do perfil cirúrgico, da proporção de urgências, das salas reservadas e do horário de funcionamento.

Ocupação baixa mostra tempo disponível sem assistência. Ocupação no limite parece eficiente, mas deixa sem margem as cirurgias que passam da duração prevista, e elas empurram o resto do dia.

Como referência externa, o NHS England, no Reino Unido, tem como meta que todos os hospitais superem 85% de utilização das salas. A conta considera só o tempo dentro da sessão planejada.[1]

Uma forma prática é definir a meta por sala ou por especialidade, a partir da série histórica e da demanda reprimida do hospital.

Como aumentar a taxa de ocupação?

  • Reduza o atraso da primeira cirurgia, que tira tempo útil logo no início do dia.
  • Encurte o giro de sala entre uma cirurgia e outra.
  • Diminua as suspensões com conferência na véspera.
  • Libere com antecedência os horários reservados que não serão usados, para outras equipes.
  • Ajuste a duração prevista com base no realizado, por cirurgião e por procedimento.

Como o frank mede a ocupação

No frank, a ocupação sai dos registros de entrada e saída do paciente feitos na sala, e não de horários digitados depois.

O relatório divide o tempo disponível de cada sala em tempo com paciente, giro, atraso e tempo ocioso. A utilização é comparada às metas do hospital.

Perguntas frequentes

Como calcular a taxa de ocupação de sala cirúrgica?

Some os tempos de sala do período, da entrada à saída do paciente. Divida pelas horas disponíveis das salas e multiplique por 100.

O tempo de giro entra na taxa de ocupação?

Depende da definição do hospital. Há quem conte só o tempo com paciente em sala e quem some o giro. O importante é declarar a escolha e mantê-la.

Qual a diferença entre ocupação e ociosidade?

A ociosidade é o complemento da ocupação. Num exemplo ilustrativo, ocupação com giro de 64% significa salas sem paciente e sem giro em 36% do tempo disponível.

Fontes

  1. Theatre Productivity Programme, módulo 4: patient preparation and effective theatre flow. Getting It Right First Time (GIRFT) e NHS England, 2024.
  2. Centros cirúrgicos utilizam em média 38% de sua capacidade operacional (dados da Planisa). Saúde Business, 2019.
  3. Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos cirúrgicos mensais (Boletim de Indicadores Planisa). Monitor Mercantil, 2026.